Na manhã de quarta-feira (8), durante reunião da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Várzea Grande, a técnica de enfermagem Mariana fez um desabafo que expôs o drama vivido por profissionais da rede pública.
Com 24 anos de profissão, ela denunciou ter sido desligada de forma repentina, por meio de uma simples mensagem de WhatsApp, sem aviso prévio e sem qualquer justificativa formal.
“Simplesmente mandaram mensagem dizendo que a gente não fazia mais parte. Eu me senti um lixo”, declarou, visivelmente emocionada.
Segundo o relato, os desligamentos aconteceram no dia 31 de março e atingiram diversos trabalhadores da saúde municipal. O que mais causou revolta foi a rapidez com que os profissionais foram substituídos.
De acordo com Mariana, já no dia seguinte, 1º de abril, outras pessoas ocupavam os postos de trabalho, enquanto muitos dos desligados ainda constavam como ativos no sistema da Prefeitura.
“Dia 1º já tinha alguém no meu lugar. E quando a gente entra no portal, ainda aparece como se estivesse trabalhando”, afirmou.
Outro ponto crítico levantado durante a reunião foi o edital do processo seletivo. Conforme a técnica, o documento previa apenas cadastro de reserva, sem qualquer menção à possibilidade de demissões em massa.
“Em nenhum momento aqui dizia que a gente seria demitido em massa”, pontuou.
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